Terça-feira, Fevereiro 3, 2026

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Menezes diz que as pessoas não estão satisfeitas com os transportes públicos e não acreditam na redenção da UNIR

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia comentou, esta quinta-feira, 16 de janeiro, na Assembleia Municipal, o estado atual da UNIR e os planos para os transportes públicos em Gaia no âmbito da discussão e votação do Orçamento e Plano para 2026.

Segundo Menezes, a rede iniciou atividade sem experiência em Vila Nova de Gaia e o investimento realizado, assim como o recrutamento em massa para o serviço, não foram a melhor opção. O autarca explicou que muitos dos trabalhadores recrutados não conheciam os trajetos municipais, o que teve como consequência uma fragilização inicial da qualidade dos serviços prestados.

O presidente da Câmara referiu que existiu uma contestação generalizada ao serviço que, apesar de atualmente ser mais moderada, continua a demonstrar a insatisfação da população e a falta de confiança na UNIR. Nas suas palavras, a marca está “um pouco manchada”, admitindo que uma eventual mudança de nome poderia, durante alguns dias, ajudar.

Menezes afirmou ainda que os problemas são estruturados, mas resolúveis, sublinhando que “qualquer coisa que possa ser gritada” apenas prejudica o caminho para a solução final.

Quanto às soluções, o autarca apontou uma primeira fase assente na garantia de um serviço eficiente, sem alterar de um momento para o outro o modelo essencial de carreiras existentes no município, admitindo a introdução de algumas novas, desde que sem prejuízo do sistema atual.

Numa fase posterior, será equacionado que a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia passe a gerir quais os transportes que quer ter e em que circunstâncias. Este cenário pressupõe que, em 2026, possa existir um concurso público para um outro modelo de transportes, que priorize os movimentos pendulares e apresente redes parcelares organizadas por lotes de freguesias.