Utentes de Gaia querem reabertura das unidades de saúde fechadas em 2018

João Rouxinol, representante do Movimento dos Utentes de Serviços Públicos (MUSP) de Gaia, avançou que a atual unidade clínica – o Serviço de Atendimento Complementar da Unidade de Saúde de Vilar de Andorinho -, que funciona das 20:00 às 23:00, fica “aquém das necessidades dos utentes”.

“O novo e único local de atendimento, em Vilar de Andorinho, para servir uma população superior a 300.000 habitantes, não é servido de transportes públicos adequados (…) e que são inexistentes durante o período de funcionamento noturno dos serviços clínicos, o que prejudica gravemente as populações mais desfavorecidas e sem meio de transporte individual”, referiu.

Por esse motivo, João Rouxinol defendeu a necessidade de serem “reabertas” as unidades de Serviço de Atendimento Complementar de Soares dos Reis e dos Carvalhos, encerradas em 2018.

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O representante do MUSP de Gaia garantiu também que, aquando do encerramento das duas unidades, o presidente da Câmara Municipal de Gaia, “em resposta às reclamações e movimentações dos utentes”, referiu que “os dois serviços seriam retomados logo que possível”.

“Foi afirmado pelo senhor presidente da Câmara de Gaia, como resposta às reclamações e movimentação dos utentes, que as razões para o fecho das duas unidades SASU se deviam à falta de condições dos edifícios, que necessitavam de obras, e que os dois serviços seriam retomados logo que possível, o que não se veio a verificar”, salientou.

Paralelamente, João Rouxinol sustentou que o novo programa do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho “No Sítio Certo, a Horas Certas”, que reencaminha desde o início do ano os utentes “triados com baixa prioridade” que recorrem ao serviço de urgência para os centros de saúde, deveria ter sido acompanhado “de uma campanha amplamente divulgada” à população.

“Deveria ter sido prevenida a entrada em vigor do programa ‘No Sítio Certo, a Horas Certas’, com implementação de uma campanha amplamente divulgada pelas populações, para se evitarem situações de reencaminhamento de doentes, com tudo o que isso representa de negativo e até de risco acrescido”, sustentou.

Para o representante do MUSP de Gaia, estas “medidas isoladas” podem “potenciar ações de desagrado e até eventuais represálias contra os profissionais do Serviço Nacional de Saúde”.