Ucranianos uniram-se em Vila Nova de Gaia

Por desconhecerem o que espera hoje, amanhã e nos próximos dias ao seu país e aos seus familiares, depois da oração, o grupo reuniu-se com o propósito de “ajudar os que lá estão”.

O objetivo é nos próximos dias recolher bens essenciais, como medicamentos, roupa e alimentos, naquele seminário em Gaia, onde, atualmente, vivem cerca de quatro padres.

“Não sabemos o que vai acontecer hoje à noite ou amanhã de manhã. Hoje a Ucrânia amanheceu com bombardeamentos”, afirmou Ivan.

“Pânico” e “Medo”. Foi com estas palavras que Sofiya Markelov, de 27 anos, descreveu o que viu quando acordou esta manhã e o que, do outro lado do telefone, ouviu dos familiares que ainda estão na Ucrânia.

“Hoje é um dia muito complicado. De facto a guerra existe há oito anos, mas sempre achamos que eles [Rússia] não iriam fazer isto, que não iam atacar, nem matar pessoas”, lamentou.

Além da recolha de bens essenciais, o objetivo do grupo é que as suas e outras famílias possam ficar alojadas naquele seminário, uma vez que o espaço tem capacidade para acolher entre 70 e 80 pessoas.

“Este espaço tem imensos quartos vazios”, notou Sofiya.

A Rússia lançou uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.