Agente da PSP julgado por tráfico de droga no Auditório Municipal de Gaia

O julgamento do agente da PSP Bernardino, “Dino”, Mota, da esquadra de Gondomar, e outros 11 arguidos, acusados de tráfico de droga, vai realizar-se no auditório municipal de Vila Nova de Gaia, devido à situação da covid-19.

Fonte judicial explicou, hoje, à agência Lusa que o processo pertence ao Tribunal de São João Novo, no Porto, mas por causa da pandemia de covid-19 o julgamento teve de ser transferido para Gaia, com início previsto para as 09:30 de 03 de setembro.

Inicialmente o caso tinha 13 arguidos, mas na instrução, fase facultativa requerida por alguns destes, o juiz de instrução criminal decretou a suspensão provisória do processo a um dos arguidos e pronunciou (decidiu levar a julgamento) os restantes 12 (10 homens e duas mulheres) nos exatos termos da acusação do Ministério Publico (MP), no Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

A acusação do MP, a que a Lusa teve acesso, conta que, desde maio de 2018, quatro dos arguidos, incluindo o agente policial, à data colocado na esquadra da PSP de Gondomar, “constituíram uma organização criminosa com vista a, de forma duradoura, se dedicarem à comercialização de produtos estupefacientes, designadamente haxixe”, para ser vendida na Área Metropolitana do Porto.

Nesse sentido, segundo o MP, o grupo contactou “indivíduos em Espanha” a quem compravam o haxixe por 750 euros o quilograma para o vender em Portugal por 1.250 euros.

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O transporte dos estupefacientes era efetuado por automóvel, e assim que chegavam à zona metropolitana do Porto, estes quatro arguidos encontravam-se e distribuíam o haxixe entre si, de “forma proporcional” ao investimento feito por cada um deles.