O nó que FC Porto e Famalicão precisavam de desatar para encerrar o processo de transferência de Toni Martínez para o Dragão foi praticamente ultrapassado, sexta-feira, ao final da noite, pelo que ontem (dia 12 de setembro) deveria colocar a assinatura num contrato que será válido para as próximas 5 temporadas.
O clube minhoto recebeu todas as garantias que pretendia dos azuis e brancos em relação aos prazos de pagamento do avançado, que custará aos cofres portistas uma verba entre os 3 e os 4 milhões de euros (valor da cláusula de rescisão), e deu autorização para desbloquear uma operação que começava a arrastar-se no tempo.
A demora, de resto, acabou por provocar uma situação algo inusitada, uma vez que o espanhol, que cumpriu os exames médicos durante o dia de quinta-feira, viu-se na sexta-feira a treinar sozinho para manter a forma física. Fê-lo no recinto do Candal em Vila Nova de Gaia, por onde também passou há poucos dias James Rodríguez, enquanto esperava que as negociações entre o Real Madrid e o Everton se concluíssem.
Depois de ter assumido um compromisso verbal com o FC Porto há sensivelmente 1 mês, Toni Martínez esperava que as negociações entre os clubes ocorressem com outra agilidade, a fim de poder começar a trabalhar rapidamente com Sérgio Conceição, o eleito como melhor treinador do ano.
A demora, porém, faz com que chegue ao Dragão a uma semana da estreia dos dragões no campeonato, frente ao Braga, e sem qualquer particular efetuado. O último, recorde-se, está previsto para este sábado, com o Nacional. Por isso, o espanhol que na última época fez 14 golos no Famalicão parte em desvantagem em relações aos concorrentes, principalmente os outros reforços para o sector mais ofensivo, como Taremi ou Evanilson.






