As emissões do tráfego rodoviário foram uma das principais origens das infrações às normas da qualidade do ar na União Europeia, sendo Portugal um os países a reportar excessos, indica um relatório da Agência Europeia do Ambiente divulgado esta quarta-feira, dia 16 de fevereiro.
De 2014 a 2020 quase dois terços de todos os casos em que se ultrapassaram os valores limite da qualidade do ar estavam ligados ao tráfego intenso nas cidades e à proximidade de vias principais e estavam ligados ao óxido de azoto.
Seis países, entre eles Portugal, reportaram o tráfego rodoviário como a única fonte de violação de limites.
Os dados divulgados referem-se à avaliação pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) de planos da qualidade do ar dos países.
Entre 2014 e 2020 foram comunicados à AEA 944 planos de qualidade do ar. As autoridades dos Estados membros são obrigadas a estabelecer planos de qualidade do ar para reduzir a poluição atmosférica em locais onde as normas de qualidade da União Europeia são excedidas, para proteger assim a saúde pública e os ecossistemas.
Em termos de medidas para reduzir as emissões e melhorar a qualidade do ar, dois terços referem-se à redução de emissões de óxido de azoto do setor dos transportes, com apenas 12% a concentrar-se no aquecimento doméstico e 4% no setor agrícola, estes dois fontes importantes de partículas em suspensão.
As diretivas da União Europeia estabelecem normas para determinados poluentes e quando os valores são excedidos os países são obrigados a tomar medidas para reduzir as concentrações e preparar um plano de qualidade do ar.








