Metro do Porto avança em túnel noite dentro até ver a luz do dia em Vila d’Este

A extensão da Linha Amarela até Vila D’ Este avança ao ritmo de trabalho de escavação dos túneis para uma obra que terminará no final de 2023.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Quintas, diretor do projeto da Metro do Porto explicou que “Há várias metodologias de fazer um túnel. Esta é uma tipologia que é a metodologia austríaca, a NATM [‘New Austrian tunnelling method’]. É um método de escavação sucessiva em que, como vemos lá ao fundo, escavamos um bocadinho, temos que fazer logo suporte de betão projetado, fazer logo uma estrutura de rigidez, e assim vamos”

Segundo o mesmo, “é todo um ciclo que deve ser feito em contínuo até por questões de segurança” e “não permite estar muito tempo parado”, sendo “recomendável fazer as tais 24 horas” de trabalho contínuo, algo executado em turnos de oito horas […] Nós temos duas frentes ativas, portanto estamos a atacar o túnel do lado sul para norte, que é onde nós estamos, e também do lado norte para sul, indo ao encontro da estação Manuel Leão”.

No túnel, cuja extensão de cerca de um quilómetro servirá para unir o futuro viaduto de Santo Ovídio à estação do Hospital Santos Silva, próximo ao Monte da Virgem, trabalham entre 130 e 150 pessoas, incluindo sempre um número mínimo permanente de entre 15 e 20 trabalhadores.

Santa Bárbara deixará Vila Nova de Gaia e será a guardiã do subsolo na margem norte do rio Douro, no Porto, onde também já ganha forma a linha Rosa, entre São Bento e a Casa da Música.

Talvez regresse a sul para a construção da linha Rubi, entre Santo Ovídio e a Casa da Música, que unirá as duas margens com uma nova ponte e esculpirá novos caminhos subterrâneos em terras de Soares dos Reis.

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Foto: JOSÉ COELHO/LUSA