O serviço municipal Gaia Protege+, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, ultrapassou as mil vítimas acompanhadas desde a sua criação em 2018. Só em 2025, o programa tem em curso 336 processos, reforçando a sua relevância na resposta à violência doméstica e de género.
Com uma abordagem multidisciplinar e gratuita, o Gaia Protege+ presta apoio jurídico, psicológico e social a vítimas, em articulação com tribunais, forças de segurança, unidades de saúde e instituições sociais. Desde janeiro deste ano, o serviço conta com a EMAV (Equipa Multidisciplinar de Apoio à Vítima), desenvolvida em parceria com a PSP e integrada na estrutura municipal.
Segundo os dados divulgados, 94,6% das vítimas são mulheres. As idades variam entre os 18 e os 92 anos, com maior incidência entre os 35 e os 50. O serviço tem acompanhado pessoas de várias nacionalidades, como Brasil, Ucrânia, Venezuela, Índia ou Angola, por exemplo, o que tem exigido respostas adaptadas a uma realidade multicultural.
A violência psicológica é a forma mais recorrente (91,7%), seguida da física (67,9%) e da económica (45,2%). Casos de violência sexual representam 14,3% dos processos acompanhados.
Além do apoio direto, o Gaia Protege+ dinamiza ações de sensibilização junto de escolas, instituições e profissionais, abordando temas como igualdade de género, imigração, bullying, tráfico de seres humanos e mutilação genital feminina.
A autarquia destaca que este trabalho contínuo afirma Gaia como referência nacional na proteção dos direitos humanos e no combate à violência em todas as suas formas.







