Para criar um complexo aquático de formação no Parque da Lavandeira, a Câmara Municipal de Gaia aprovou, no passado mês de Julho, o lançamento de um concurso internacional para a sua exploração, um processo que passa pela cedência de parte do terreno a um concessionário privado. Mas a decisão tem sido criticada e o grupo “Pelo Parque da Lavandeira”, que já organizou uma manifestação contra o abate de árvores previsível, considera que a construção vai destruir parte do “pulmão” da cidade. A câmara nega este impacto.

“O processo concursal foi lançado em Setembro, estando neste momento em fase de apresentação de propostas”, afirmou Eduardo Vítor Rodrigues. “Com uma área de implantação até 5500m²”, o terreno será concessionado e explorado, durante um período de 40 anos, por investidores privados. Envolve um investimento de dez milhões de euros.
Perante a decisão de se construir o complexo num espaço verde público, o grupo de cidadãos “Pelo Parque da Lavandeira” organizou, no passado mês de Novembro, uma concentração contra o projecto. O protesto partiu da iniciativa de Ana Poças, que se candidatou à presidência da Câmara de Gaia, e teve como objectivo alertar a população para o “abate de dezenas, talvez centenas de árvores.







