Centro Materno Infantil de Gaia e Espinho abre a 08 de março no Monte da Virgem

O futuro Centro Materno Infantil de Gaia e Espinho abre já no próximo dia 08 de março no Monte da Virgem, com mais 5 espaços para partos, informou ontem à Lusa fonte do hospital.

Posto isto, está a passagem de alguns serviços de Ginecologia/Obstetrícia e Ortopedia que atualmente estão na Unidade II.

O internamento, agora denominado de “cirurgia mulheres”, irá para o novo equipamento no Monte da Virgem, mas as consultas de Obstetrícia e Ginecologia ficarão no polo situado perto do tribunal de Gaia.

O novo Centro Materno Infantil de Gaia e Espinho (unidade I) terá serviço de urgência Obstétrica e Ginecológica, bloco de partos, bloco operatório, uma unidade de Neonatologia e Cuidados Intensivos Neonatais, dois quartos de isolamento, bem como zonas de internamento de Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria e Cirurgia Pediátrica.

A capacidade total do equipamento é de 82 camas e 16 incubadoras.

Em resposta à agência Lusa, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho explicitou que o bloco de partos passará de quatro para nove ‘boxes’.

Já na Unidade II, no centro da cidade, continuará a atividade de ambulatório, consultas programadas de Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria, a unidade de procriação medicamente assistida, a Unidade Diagnóstico Pré-Natal e a consulta de Ortopedia.

Interrogado pela agência Lusa sobre se esta divisão de serviços poderá obrigar a recorrer a transporte, o CHVNG/E garantiu à mesma fonte que “os serviços de internamento ou urgência ligados à saúde da mulher ficarão exclusivamente no novo edifício hospitalar, pelo que não haverá necessidade de transporte em ambulância”.

“Foi exatamente para isto que foi construído: garantia da segurança da utente internada”, completou.

Na Unidade I, os quartos serão individuais e “com amenidades que permitem a permanência de um acompanhante desde a admissão até à alta”, concluiu.

Quanto à Ortopedia, as consultas irão continuar na unidade no centro da cidade, mas o internamento passará para o Hospital Santos Silva, estimando-se um aumento na capacidade de 31%.

“Atualmente o serviço de ortopedia possui 41 camas de internamento. Com a mudança para a Unidade I passará a dispor de 54 camas [30 na antiga cirurgia homens e 24 no antigo internamento de otorrinolaringologia]”, especificou, à Lusa, o CHVNG/E.

A fase C de requalificação do CHNVG/E teve financiamento a 75% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

A obra teve um custo total de 14,6 milhões de euros, sendo que 11,6 foram gastos na construção da infraestrutura, 2,4 na aquisição de equipamentos e electromedicina, e 528 mil euros em tecnologias da informação.

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