Câmara de Gaia quer reformular parte norte do Nó de Santo Ovídio por 2,65ME

A Câmara de Gaia quer reformular a parte norte do Nó de Santo Ovídio por 2,65 milhões de euros para cumprir o objetivo estratégico de estender o centro da cidade para sul e facilitar o acesso à orla marítima.

De acordo com a documentação a que a Lusa teve acesso e que vai ser discutida na reunião do executivo de segunda-feira (dia 7 de setembro), a autarquia decidiu aproveitar as intervenções previstas para a zona de Santo Ovídio, nomeadamente a construção da extensão da linha de Metro para Vila d’Este e o alargamento da autoestrada, para proceder à reformulação do projeto do atual Nó de Santo Ovídio, classificado no Plano Diretor Municipal (PDM) como um eixo estruturante.

O projeto em causa, adianta o município, visa a remodelação da metade norte do Nó de Santo Ovídio, bem como a substituição da ligação provisória entre a rotunda Sul e a Rua de Laborim, pelo denominado Ramo E, início da futura avenida que se desenvolverá até ao mar.

A autarquia explica que o objetivo estratégico de estender o centro da cidade para sul e de tornar o acesso à orla marítima mais fácil e rápido tem, contudo, como principal obstáculo a barreira formada pela autoestrada do Norte (A1).

Construído há cerca de 50 anos, o Nó de Santo Ovídio mantém-se inalterado desde que foi executado o primeiro troço da autoestrada do Norte, associado à construção da Ponte da Arrábida.

Segundo o município, numa convergência de interesses entre a câmara – que pretendia a remodelação do Nó de Santo Ovídio – e a Brisa – a criação de um desvio fundamental para a obra de alargamento da autoestrada -, foi possível avançar com a reformulação da metade sul do nó, obra que foi executa pela concessionária.

No documento a discussão refere-se ainda que o trabalho a executar causará perturbações acentuadas na circulação ao longo desta artéria, com elevado volume de tráfego, tendo sido estudado o faseamento da obra em oito fases, por forma a evitar o corte da via e permitir a mobilidade e facilitar as saídas e entrada na A1.

A ser aprovado, o concurso público para a reformulação da parte Norte do Nó de Santo Ovídio terá como preço base 2,5 milhões de euros mais IVA, perfazendo um total de 2,65 milhões de euros, a repartir pelos anos de 2021 (2,3 milhões) e 2022 (200 mil euros).

As propostas devem ser apresentadas no prazo de 45 dias, após a publicação do procedimento em Diário da República, sendo que o prazo de execução da empreitada é de 15 meses.

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