As obras da fase C do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho estão contempladas no Orçamento do Estado para 2021, estando garantidos os 42 milhões necessários da rubrica plurianual 2021/2022 dos 180 milhões de euros para o setor da saúde, sendo que já está garantida uma primeira tranche no valor de 12 milhões de euros para 2021. “O Orçamento do Estado tem outros hospitais em destaque, mas Gaia não foi esquecida. Não podíamos estar mais felizes”, congratula-se o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Vítor Rodrigues.
Integrada no Plano de Reabilitação Integrado do Centro Hospital de Vila Nova de Gaia/Espinho, a fase C irá permitir a integração dos serviços da unidade 2 (Materno-Infantil e Ortopedia) na unidade 1, concentrar os serviços de internamento num único núcleo central, sem qualquer dependência de transportes para o doente internado, bem como aumentar a capacidade instalada do bloco operatório e garantir condições de dignidade, segurança e conforto do doente.
Mas os planos não ficam por aqui. “As obras não significam o fim de um processo, mas sobretudo o início de uma nova aposta. Poderemos avançar para negociações com a Santa Casa da Misericórdia (proprietária do edifício onde está a unidade 2) para ali instalar uma Unidade de Cuidados Continuados. Dessa forma, o Hospital de Gaia teria dois braços que o diferenciariam na região: a reabilitação e os cuidados continuados”, afirma Eduardo Vítor Rodrigues.
Recorde-se que a fase A está concluída e consistiu na construção de um novo edifício hospitalar, incluindo a sua ligação aos pavilhões, acabamento parcial do serviço de radiologia e aquisição de equipamentos. A fase B incluiu a nova urgência – inaugurada em novembro de 2020, tem cerca de 5 mil metros quadrados e permitiu um aumento de capacidade de atendimento de 50%, bem como a abertura de uma enfermaria com capacidade para trinta camas. Já a nova Unidade de Cuidados Intensivos, inicialmente prevista para a fase C, acabou por ser antecipada devido à pandemia e foi também inaugurada no final de 2020.
