O confinamento, consequência da pandemia Covid-19 fez aumentar o número de crimes de abuso sexual online a crianças, verificando-se uma subida de cerca de 20%, avança a ‘CNN Portugal’.
Segundo a mesma publicação, que cita dados provisórios da Polícia Judiciária (PJ), entre 2017 e 2021, foram abertos um total de 4.765 inquéritos no caso do crime de pornografia de menores. O ano de 2020 foi aquele em que se registou o número mais elevado de 2.112 inquéritos abertos, seguido por 2019 (888), 2021 (882), 2018 (454) e 2017 (429).
O valor de 2020 não está só ligado ao confinamento, mas também a uma alteração no processo de abertura dos inquéritos. Antes, era o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP) que o fazia, mas a partir de março de 2020, essa função passou a ser assumido pela Polícia Judiciária, adianta a estação.
Pedro Vicente, Coordenador da UNC3T, a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ, explica à ‘CNN’ que também o aliciamento de menores, outro crime “ciberdependente”, terá sofrido de 2019 para 2020 “um aumento de 20%, tal como a pornografia de menores”. Já a detenção de suspeitos disparou em 2021 com 71.
O responsável sublinha ainda que estes predadores sexuais não estão apenas nas redes sociais, mas também nos jogos mais populares. “Todas as plataformas que permitem comunicação, permitem que haja abusadores”, alerta, sublinhando que os predadores estão em “tudo o que esteja na moda”.
Antes de começar o jogo, os criminosos criam salas e fazem a distribuição das equipas. Normalmente, explica, até “são bons jogadores. Têm mais armas, mais bonecos, mais instrumentos dentro do jogo. Coisas que custam dinheiro para comprar”. Vão interagindo com os menores e acabam por se tornar, até, uma referência, conclui.







