No âmbito do Fundo de Apoio à Recuperação Covid-19 (FARC), criado pelo Município de Gaia para mitigar os efeitos negativos da pandemia, o projeto «Clube dos Avós», do Centro Porta Amiga de Gaia, da Fundação de Assistência Médica Internacional (AMI), direcionado a 12 idosos (bastante fragilizados devido ao contexto de isolamento social) e 18 crianças do EPES (Espaço de Prevenção contra a Exclusão Social) Sénior e Júnior, contou com um investimento da Câmara Municipal a rondar os 15,3 mil euros.

O objetivo passou por apoiar os idosos a recuperar das consequências da pandemia, sobretudo ao nível dos sentimentos de pertença, autoestima, inclusão social e bem-estar. Ao longo do projeto foi criado um espaço de segurança, autonomia, aprendizagem, troca de ideias e opiniões, liberdade de expressão e de descoberta, em que todas as capacidades, forças e competências dos idosos foram valorizadas.

O projeto consistiu na realização de oito oficinas: saúde (ginástica e estimulação cognitiva), informática (novas tecnologias da informação e comunicação), artes e ofícios (costura, expressão plástica e música), oficina verde (jardinagem e horta pedagógica), alimentação saudável (uma sobre educação alimentar e outra sobre atelier culinária), de cultura e lazer (visitas culturais) e, por fim, oficina de remodelar para melhor integrar.

No final do projeto, a equipa fez uma avaliação do mesmo junto dos participantes. A satisfação foi notória, tal como se percebe por um dos testemunhos que foram transcritos para o relatório final. “O ano de 2023, após a covid, para mim, na AMI, foi positivo. Gostei das atividades que foram propostas, tanto na ginástica, que para mim foi muito positiva para a minha saúde e para o meu bem-estar, como para conviver, sair de casa e estar com mais pessoas, poder comunicar com os colegas do espaço e com as doutoras. Gostei muito dos passeios e de outras atividades, como as de informática e todas as outras que foram propostas. Obrigada por tudo”.

O «Clube dos Avós» foi um projeto desenhado e pensado para os idosos que só foi possível concretizar graças ao apoio financeiro da autarquia, no âmbito de uma candidatura feita ao abrigo do FARC. “Contribuímos para aumentar a socialização e o relacionamento interpessoal; os hábitos de vida saudáveis; a literacia em saúde; a saúde de qualidade e o envelhecimento ativo; a qualidade de vida e bem-estar; as competências cognitivas; a autonomia e a autoestima; e a intergeracionalidade”, pode ler-se no relatório final.

De recordar que o FARC se destinou a Instituições Particulares de Solidariedade Social, escolas e outras entidades locais sem fins lucrativos, que se candidataram com ideias para obras, projetos ou atividades. O objetivo passou por minimizar os efeitos negativos e de sustentabilidade financeira provocados pela pandemia de covid-19. O apoio foi atribuído mediante a apresentação de uma candidatura sustentada. Tratou-se de “um apoio extraordinário e não repetível, que teve como único objetivo minimizar os impactos da covid nas associações e instituições de cariz social do concelho”, refere Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia.