O termo pântano político não é a primeira vez que é utilizado na narrativa de alguns dos nossos políticos.
Esta narrativa pode colher frutos para determinadas forças políticas que tendencialmente enveredam pelo caminho da desconstrução do sistema, mas não é benéfico para a saúde da jovem democracia que temos em Portugal.
Curiosamente o termo foi usado por dirigentes socialistas, em 2001 pelo secretário-geral do PS e primeiro-ministro António Guterres, e mais recentemente por outro dirigente socialista e eurodeputado Francisco Assis.
O Partido Socialista, na minha opinião, e como Partido fundamental na construção e aprofundamento da nossa democracia, deveria ter uma outra postura, uma postura de sentido de Estado e não se orientar por tacticismos partidários.
Este ambiente criado pelos Partidos da oposição, com o Partido Socialista à cabeça, revela que a qualidade dos quadros políticos que atualmente fazem parte do panorama nacional tem baixado de qualidade face ao passado.
O que se passa na Assembleia da República para além da falta de bom senso traduz uma irresponsabilidade e revela até atitudes degradantes.
A oposição não se importa de atirar o País para uma situação de instabilidade quando atravessamos uma conjuntura internacional de grande tensão com um único propósito de impedir que o Governo governe.
O principal Partido da oposição está preocupado com o ciclo virtuoso destes meses de governação com a efetiva resolução dos problemas deixados pelo anterior Governo, nomeadamente com as soluções encontradas para as carreiras dos professores, dos profissionais de saúde, dos militares e das forças de segurança, com a resolução dos
problemas encontrados na Justiça e em praticamente toda a Administração Pública, com o crescimento económico assinalável e simultaneamente com a redução da divida pública.
O Partido Socialista está preocupado com os apoios aos jovens, nomeadamente na compra da sua primeira casa e na redução da carga fiscal em sede de IRS que lhes permite ter um futuro na construção das suas vidas no nosso País, está preocupado com o complemento solidário para os idosos que aumenta a sua qualidade de vida, no fundo o Partido Socialista está preocupado porque com esta trajetória favorável vê cada vez mais difícil a sua chegada ao poder e isso é o que mais preocupa o Partido Socialista.
Esta ânsia de poder mal disfarçada misturada com a amargurada perda torna o PS um Partido desnorteado como comprovam as constantes flutuações do seu secretário-geral Pedro Nuno Santos.
Um homem que já revelou ser impaciente, impulsivo sem medir consequências e principalmente influenciável, não augura nada de bom para a liderança de um Partido que deveria ser um Partido de alternância democrática.
Por fim com uma réstia de esperança de que o sábio povo tenha a clarividência de perceber estes jogos políticos e na altura da decisão que a tome com total consciência de escolher quem tem a capacidade de liderar os destinos do País por forma a torná-lo mais resiliente, mais democrático e mais próspero e consequentemente melhorar as condições de vida dos portugueses
Com os melhores cumprimentos,
Pelo Grupo Municipal do CDS-PP de Vila Nova de Gaia
Victor Pereira






