Sexta-feira, Janeiro 23, 2026

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TÉCNICOS SUP. DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA DA ULS GAIA/ESPINHO EM GREVE | 17 de outubro

Na próxima quinta-feira, 17 de outubro, os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, a trabalhar na Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho, vão estar em greve. Para esse dia está agendada uma concentração destes profissionais, em frente ao Hospital Eduardo Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, entre as 09h e as 12h. Em causa está a progressão na carreira e a atribuição de pontos com base na avaliação de desempenho que está a ser mal aplicada pela instituição, o que afeta o posicionamento remuneratório destes profissionais.
Os profissionais reivindicam a regularização urgente das carreiras dos TSDT, a atribuição e comunicação 1,5 pontos por ano, que resulta da avaliação de desempenho, a todos TSDT, a correta aplicação da Circular conjunta da ACSS e DGTF, o pagamento dos retroativos, que resultam do normal desenvolvimento da carreira e da reunião dos pontos necessários para alteração de posição remuneratória, ao dia 1 de janeiro do ano em que teria lugar e a remuneração dos profissionais TSDT com funções de coordenação, que se encontram posicionados no topo da carreira.

GREVE NACIONAL AGENDADA PARA FINAL DE OUTUBRO

A greve nesta instituição realiza-se no seguimento de um conjunto de ações de luta que os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica estão a levar a cabo por todo o país e que se tem vindo a intensificar no mês de outubro. O Ministério da Saúde falhou os compromissos assumidos com estes profissionais, levando-os a avançarem com uma greve nacional. A paralisação, agendada para os dias 28, 29, 30 e 31 de outubro, surge em resposta à falta de ação do governo em questões críticas relacionadas com a progressão na carreira e a aplicação de pontos da avaliação de desempenho, que afetam diretamente o posicionamento remuneratório dos trabalhadores, mas também de questões macro que carecem de protocolo negocial. Em cima da mesa está, também, a possibilidade de uma greve conjunta com todos os setores da saúde.
Com estas paralisações podem não se realizar diversos exames complementares de diagnóstico, tais como, análises clínicas, ecografias, raio X, entre outros, bem como atividades nas áreas da terapêutica, nomeadamente, farmácias hospitalares, fisioterapia, terapia da fala ou terapia ocupacional. A não realização destes exames terá impacto não só no diagnóstico, mas como em cirurgias programadas, por exemplo. Os serviços mínimos assegurarão apenas as urgências.