O PS considera inaceitável a intenção do Governo em desclassificar (nível lIb para lla) o Serviço de Pediatria/Neonatologia e de Cirurgia Pediátrica da Unidade Local de Saúde (ULS)
Gaia/Espinho a favor das ULS São João e Santo António no Porto, de acordo com a proposta em consulta publica no site da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (Documentos em consulta pública Categoria – Direção Executiva do SNS).
A concretizar-se a intenção do Ministério da Saúde, Vila Nova de Gaia perderá valências diferenciadas, o que causará um impacto negativo a milhares de utentes e famílias, que serão forçadas a deslocar-se ao Porto para consultas e tratamentos que atualmente são feitos no Hospital Gaia/Espinho. Além de mais custos diretos e mais tempo de viagem, utentes e famílias perderão qualidade na prestação do serviço:
- Redução do tratamento dos casos de maior complexidade;
- Limitação das consultas de subespecialidade pediátricas;
- Restrição da capacidade de internamento e urgência para casos mais complexos;
- Eliminação ou redução do papel da Cirurgia Pediátrica;
- Dificuldades acrescidas no acompanhamento de crianças com diabetes tipo 1, doentes com patologia neurológica complexa e crianças com doenças respiratórias crónicas;
- Interrupção do seguimento de centenas de doentes já acompanhados há anos;
- Necessidade de repetir exames e avaliações.
A tudo isto acresce que as ULS São João e Santo António registam hoje uma elevada procura e saturação, com listas de espera em Pediatria. Significa, pois, que os utentes e famílias gaienses serão ainda mais prejudicados por tempos de espera superiores.
No seguimento da última reunião, onde denunciamos a situação, apresentaremos terça-feira na Câmara Municipal uma Moção a exigir que o Governo recue na tentativa de desclassificação do Serviço de Pediatria do Hospital Gaia/Espinho. Ao mesmo tempo, iremos pedir uma reunião urgente com o Conselho de Administração da ULS.
A concentração de recursos neste caso concreto agrava a prestação atempada de serviços de diagnóstico e terapêutica, fundamentais para a intervenção com sucesso, e quebra o comprometimento com o bem-estar e saúde destas crianças e adolescentes.
Uma medida unicamente ao serviço da poupança que o Ministério da Saúde quer fazer e que atinge e diminui o prestígio e o bom nome dos profissionais da saúde da ULS Gaia/Espinho.







